
PAGODE COMUM

Nesta sexta (15/07) a gente abre os trabalhos com um samba-pagode pra aquecer gogó, coração, e o quintal aberto dessa CASA COMUM.
Músicos confirmados:
Felipe Brasil,
Guilherme Bieler,
Ace,
Bruno,
Caxias,
Diogo.
Tragam suas bebidas que teremos isopor cheio de gelo comum na casa!!
Horta comum em crescimento

Sozinho a gente não vale nada: agenda do último final de semana na casa comum

As calçadas são desfeitas e refeitas todos os dias. Enormes pedregulhos por onde passaram talvez cem anos são desenterrados, expostos e triturados. Em seu lugar, o concreto que chega. Seu pó entra por todos os poros e frestas, sobe em uma névoa tóxica e deixa todos embriagados. Manchas de asfalto e entulhos desenham padrões geométricos ao acaso. Uma fila de manilhas ocupa a fachada há semanas. Diz-se que um dia elas irão para o subsolo. Talvez por elas passarão parte dos rios desmembrados e confinados desse Rio de Janeiro. Talvez elas se explodam na próxima enchente. A Casa Comum acabou por pousar no meio do canteiro de obras da cidade calamitosa, a mais recente entre tantas reformas que buscam maquiar a vista para o turista, e acabam por sepultar nossas memórias. Se o Estácio é uma encruzilhada, nós somos o despacho. Somos a pólvora que abre caminhos e se espalha em todas as direções. Somos o caos e a crítica em mensagens, faixas, paredes, gatos, tetas, carros de som e árvores cortadas. Somos também uma faísca de otimismo na horta, na fogueira, no encontro lisérgico e na desobediência urbana. Nada do que acontece se esgota. E o que fazer se os bordões marginais da década de 60 ainda nos servem, sem que nos caiba nostalgia alguma? Seguimos caminhando por superfícies superfraturadas.
O corpo do coletivo comum não tem nada de inteiro. É desmembrado e retorcido. Cada pedaço segue seus desejos, e eles acabam por se encontrar nas junções mais inusitadas. Foi bom, pois abandonamos de vez o romantismo e partimos para o assalto à cidade. O mapa astral diz muita terra, mas talvez queira dizer concreto, ou asfalto. A Casa Comum imaginou-se residência artística e juntou André Anastácio, Bella, Inês Nin, Iroshi Xanai, Tiago Sant’Ana, Juliane Peixoto, Traplev, Rogério Marques e Germano Dushá dentro da casa Ibriza, com Lis Kogan, Mari Fraga, Eduardo Bonito, Chica Caldas, entre outras trocas. Apresentamos aqui parte dos trabalhos, processos e encontros, cientes que o imensurável e imaterial continua a se propagar na cidade e no corpo. Adentre o espaço aberto dessa casa que é, a um só tempo, terreiro, baldio e ninho. A casa está aberta. Laroyê Exu!
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Sábado e domingo de 14h às 21h _ a casa estará aberta à visitação com trabalhos em foto, vídeo, impressos, instalações, performances.
Cosmoanalog, Tudo passa, Anunciação, Atravessando Estácio, Fundanga, Desígnio, Comum Concreto – Dispositivo Portátil de Trabalho e Moradia, passeio cinema, P.A aberto comum, kit comum, Santetíssima Trindade, Marcha das Cem tetas, Corte picadinho, Teta à espreita, Samurai de Jardim, Buraco Fundo, Delírio Concreto!! 9 artistas e uma obra superfraturada, Abalo sísmico, Carro de som, Propinoduto, 00//4rvor[é, refúgio, laboro ergo sum, perimetral, sem título, Parede comum, Estácio Encruzilhada e outros registros de ações do grupo durante o período da residência.
SEXTA
19h _ Pagode Comum.
SÁBADO
??h _ Passeio Cinema
um ônibus antigo, a paisagem carioca e uma trilha sonora serão os elementos da proposição
17h _ Fundanga
performance de Tiago Sant’Ana
20h _ P.A. Aberto
traga a sua música
DOMINGO
??h _ Passeio Cinema
um ônibus antigo, a paisagem carioca e uma trilha sonora serão os elementos da proposição
13h30 _ Mapa Astral Comum
bate papo sobre os processos artisticos desenvolvidos na casa, tendo como ponto de partida a interpretação do mapa composto do grupo.
15h _ Feijoada
traga a sua fome
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A Casa Comum, projeto de residência artística cuja proposta principal é a experiência da arte como prática coletiva, ocupa um casarão no bairro do Estácio entre 12 de junho a 18 de julho de 2016.
O projeto foi contemplado pelo edital de fomento direto Viva a Arte! da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Vernissage da 1a mostra de arte sacanagem aconteceu neste domingo

Aconteceu, neste domingo, a primeira mostra de arte-sacanagem pelas ruas do Estácio.
Ritual para lua crescente


Ritual para a lua crescente com Niara do SOL.
Casa Comum está de portas abertas. Pode chegando!



Casa comum de portas abertas: semana #4

A casa está aberta à visitação entre 14h e 21h com trabalhos em vídeo, impressos, instalações e estudos de trabalhos em processo. Hoje tem oficina de horta caseira com os residentes Inês Nin + Rogerio Marques e ritual de limpeza com a facilitadora índigena Niara do Sol. Só chegar!
sobre “arte-sacanagem”

Erguida a Parede Comum para a vernissage da 1a mostra de arte-sacanagem

INFORME: devido à reação da Ordem Pública, a parede – que já havia sido erguida inteiramente com a medida de 180 x 90 x 30 cm – foi desmanchada e removida, impedindo a realização da mostra no formato pensado inicialmente. ainda assim, no domingo, estaremos no local (na esquina da rua hélio beltrão com a rua Estácio de Sá) onde haverá muita arte-sacanagem e o anunciado evento social. a parede foi, mas voltará de algum jeito. é na rua, de graça e para quem quiser.